domingo, 21 de junho de 2009

Da saudade que eu sinto,

acredito que a saudade não é volátil.
A saudade, em algumas tardes, me agarra no meio da rua, e eu não tenho a quem gritar, porque, nesses momentos, eu estou envolta numa aura de dor. Mas não é que eu sinta a dor em mim: sinto-a no outro, o outro em quem penso e lembro. A lembrança no outro, sempre sorrindo, sempre ao meu redor: esse outro me envolvia do mesmo jeito que a minha saudade, agora.
Sentir saudade é um dos fenômenos que mais me encantam. Não aprendemos na escola que o mundo gira? Que os dias passam, as pessoas envelhecem, existem solstícios e equinócios nos lembrando de quão ínfimos nós podemos ser? Pois então, desconsideramos essa efemeridade toda na hora de olhar para trás e saber que existe um pouco de nós presos naquela pessoa. Naquele momento, naquele último olhar... Na última vez que eu pude te abraçar... No teu cheiro que, às vezes, aparece dentro daquela blusa que sempre me lembrará você, e, então, eu estremeço.
A minha saudade de vez em quando vai além de mim, me cobre de silêncio e eu não sei o que fazer com todo esse pedaço que me falta.

4 comentários:

G. disse...

Ah, Jú! Obrigada! Juro que teus elogios me valem muito, porque te admiro (e as coisas que você faz - principalmente seu jeitinho de ser e as coisas que você escreve - tanto!) muito, de coração!

Beijocas!

Laguardia disse...

Prezados amigos
Há muito venho lendo e vendo o que tem acontecido no Brasil com relação aos nossos políticos. Não passa um dia sem que haja uma denuncia de atos de corrupção, falta de ética, e imoralidade por parte de nossos governantes.
O Presidente Lula recentemente em defesa do Senador José Sarney definiu que no Brasil existem dois tipos de cidadãos. Aqueles para os quais não existe lei ou Constituição e os demais que estão submetidos aos rigores da lei.
Aqueles que sofrem nas filas do SUS, ficando internados em macas nos corredores dos hospitais e aqueles que se tratam nos melhores hospitais do país com a melhor equipe médica. Em ambos os casos o contribuinte paga.
É chegada a hora de parar de reclamar e partir para a ação antes que seja tarde demais.
Minha proposta e que comecemos em conjunto a pensar numa ação coordenada para o dia 7 de setembro de 2009. É o dia em que comemoramos a independência de nossa pátria, a libertação de nosso povo. Não há momento melhor do que este para um protesto contra a pouca vergonha, os desmandos do governo e o fato de que pouco a pouco estamos perdendo nossa liberdade e democracia.
Sugestões para o email laguardia.luizf@gmail.com

Nathy disse...

Às vezes a minha saudade também vai além de mim. Hoje eu já consigo controlar mais, mas antes era muito! Adorei o texto! Bjs

gato preto disse...

Nossa,
aqui tá muito bonito!
=B