sexta-feira, 29 de maio de 2009

Do dia que não amanheceu

O mundo seguiu em frente, as pessoas saíram de casa, teve trabalho, teve escola, teve amor, teve sexo, teve divórcio, teve primeiro amor, teve último suspiro, prova de matemática, música, arte: tudo que se tem em qualquer dia normal, teve hoje.
Mas o sol não saiu. Nada, nem uma frestinha de luz. E percebi que todos já estão tão acostumados a não olhar para o céu que ninguém teve medo. Mas eu, ao olhar da janela, corri para debaixo das cobertas e esperei o dia passar, porque não poderia conviver com um dia à noite.

2 comentários:

Laguardia disse...

Amigos.
Não sou jornalista nem escrevo bem.
Sou aposentado, recebendo do INSS e tendo o IR descontado na fonte. Não recebo as benesses de nosso apedeuta mor que tem pensão do INSS acima do máximo, isento de Imposto de Renda por se achar perseguido político, ou melhor, por se anistiado político.
Luto com as armas que tenho que é um blog, como forma de desabafar ao ver tanta roubalheira, falta de ética, falta de honestidade e principalmente falta de vergonha na cara desta quadrilha que tomou de assalto o Palácio do Planalto.
Quero convidar os amigos a participarem da minha forma de protesto, o blog Brasil – Liberdade e Democracia - http://brasillivreedemocrata.blogspot.com/.
Se não levantarmos nossas vozes em protesto o que será deste país para nossos filhos e netos?
Agora é a hora de lutarmos por uma pátria livre democrática, e sobre todo com governantes honestos e éticos.

Mandie Lima disse...

Adorei o texto. Fragmentos de paixão dilacerada podem render belas interpretações ao verbo.

Pois um beijo.