sexta-feira, 15 de maio de 2009

De Mudança

Meu quarto está uma bagunça; Minha casa, uma baderna geral. A cama tem os lençóis revirados, ensimesmados em seus sulcos invadidos por tantas roupas. Meu caderno escrito tem profusas palavras esparsas que talvez um dia se encaixem. Mas, no final das contas, nenhuma bagunça se compara a esse caos absoluto instaurado em meus pensamentos, um caos físico bombeado para todos os átomos por já ter dominado até os músculos do meu coração.
Alguma ponta de esperança se inspira e pontua: logo estará tudo em seu lugar. Que eu espero esse logo, para ter tudo guardado em caixinhas facilmente encontráveis e controláveis, catalogadas e organizadas conforme relevância e cor. Guardarei apartadas algumas das lembranças que não pretendo esquecer; aquele beijo que não foi endereçado; a bailarina da caixa de música que não toca mais; luzes numa ribalta amarela; jóias de calçada; a música que vive a me esconder segredos e todo resquício de passado útil que estiver espalhado.
A primeira - e maior - caixa será destinada ao meu amor: todo o que ainda está por vir e todo o que já passou...

Um comentário:

G. disse...

Ah, obrigada Jú!
Poxa, pode, claro!