sábado, 5 de junho de 2010

Antigamente aqui era o mar.

O meu peito foi um cais, onde as ondas pulsavam
e a maré tremia conforme a lua.
Havia barcos e o mundo era bem-vindo:
Trabalhadores, turistas, curiosos.
Mas a poluição, os dias de chuva,
esse vazamento impermeável de petróleo
destruíram a vista para o mar...

Hoje há apenas a ressaca
e um grande silêncio inabitável...

3 comentários:

Augusto Faria disse...

"de tanto bater
e de tanto apanhar
meu (cais)
está desbotado..."

Película Protetora disse...

e se for só o período da seca?

Carolina de Castro disse...

Tomara que seja só um periodo.
O coração sempre acha uma forma de renascer, igual o mar mesmo que demore dá um jeito de achar forças novamente!
Beijo grande