terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval

Um bloco na rua cantando repetidas vezes que o meu destino vai ser como Deus mandar! As minhas pernas balançando por todos os lados, na tua direção ou não. O surdo 1 e o surdo 2: sístole e diástole descendo a Santa Izabel. A tua receita de caipirinha, a caneca que nós vamos dividir. A promessa de vida que nós vamos dividir! Eu quero descer a Santa Izabel do lado de vocês, vocês, não importa se o sapato machuca o pé ou se a Skol está mais gelada que a Brahma. Bateria! Mais bateria! A nossa escola de samba é Altaneira... O nosso samba nasce de quem nós somos - não o contrário. Eu quero é botar meu bloco na rua! Os corpos rodam, as saias rodam, nossas mentes rodopiam e se entrelaçam como os dedos dos que se amam... Quem sabe a bateria tenha acabado antes da hora e eu seja obrigada a antecipar a Quarta-feira; mas do nosso sangue e da nossa fúria, da cerveja na rede e do amplificador dentro da sala - deles não há quem esqueça ou apague.

2 comentários:

Ana T. disse...

gira gira gira
rodopia
o pensamento em vão

delícia de texto
palavras se mesclam, frases sonoras
misturadas, palavras tropeçam
passos e calçadas cheias de transgressão

é carnaval.

que seja.

Gustavo Faria disse...

genial!