sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O passeio dos teus dedos na minha pele deixou marcas como pneus em uma grande estrada: você derrapou pelas minhas curvas como quem procura um abrigo durante a Grande Chuva, mas - ai, amor, preciso falar! - mas sou uma mulher latina e quero bailar!, por isso escorrego entre suas mãos. Você aquaplanou nos meus choros e não conseguiu me parar a tempo. Precisei fugir antes que fosse tarde. Deixei teus labirintos para trás, mas não duvide que amo o teu tango e teu tudo, tua tanta paixão, enfim. Me perdoe a dança desengonçada.

Um comentário:

Jaime disse...

Tua prosa continua uma nuvem que contemplo num dia de mar.