quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pas de Valse

E também há isso: nos imagino rodando ao som de yann tiersen summer 78, galgando as alturas como se a superfície do mundo fosse um enorme trampolim: e lá em cima rodopiamos juntos, a valsa mais allegro que já foi composta, mais e mais allegro, minha saia forma um véu ao nosso redor, tua mão na minha cintura, segura, em casa, você é meu danseur noble, meu cais, você ensinando ao sol como é que se abraça sem machucar, mostrando aos anjos como é que se respira sem sobressaltos, valsas e valsas que não se acabam, troppo! Palmas e pianos, palmas e cítaras, palmas de Deus que nos assiste - ardor e delicadeza, o movimento e o contra-movimento, o amor e a raiva, o impulso e a queda, tudo em nós dois, uma última esperança, um solfejo

e cairemos como o último vaga-lume amarelo, um último compasso
ternário ou não.

Um comentário:

Helen disse...

curti teu blog, favoritei no meu!
Beijo!

e se for me visitar, é o Pobre, louca e poeta.
Beijos