Me abandona. Pelo amor de Deus saia da minha cabeça! Minha mente é altamente verborrágica: e a todo momento há você. Você compreende minha dor? Que pena que trata-se de Hamlet! Mas eu não sou Hamlet!
Por que é que eu não me revolto? Por que é que eu não resolvo te abandonar ao léo, esquecer desses meus gestos melífluos, indelicadamente amorosos? Por que é que eu opto, dia após dia, por me afogar dentro dessa loucura, noites sem dormir chorando, manhãs em outros lugares, tardes tristes... Porque a fundo eu sou você, me entende? Ofélia é Hamlet. E você sou eu, Hamlet é Ofélia. Entende minha insanidade? Se eu pudesse te matava com adagas, afogado debaixo das minhas cortinas. E tudo isso dentro de mim. Porque estou me afogando. E quando você ficar sabendo já vai ser tarde demais... Me ouve, Hamlet? Das profundezas dos seus sonhos e das suas dores, do seu eumismo, será que você é capaz de me ouvir gritando debaixo d'água?! Será que é capaz de sair de si pra me escutar morrendo?
Minhas adagas a postos: ou eu ou você.
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Por saudade num sussurro:
farei silêncio. muito silêncio. a partir de hoje serei imortal. quero dançar em silêncio. quero entregar minh'alma nas mãos de quem cuide com zelo. eu preciso de cuidado, me entende? eu também sou fraca. perdoa-me por desistir tão cedo. não que o fim tenha chegado ao seu ápice. existe muita coisa nas tuas mãos: agora não posso mais retornar sozinha: venha me buscar. me entendeu? venha me buscar, eu repito. "Qualquer um de nós já amou errado, já odiou errado." eu não sei te odiar. nunca soube te amar também. Mas venha me buscar. já pensei, já pensei com carinho, e concluí:
Chama sem medo
Fósforos;
Faísca: rascar dos corpos.
Fogo, calor...
Me embrulha dentro dos seus sonhos e promete que não me esquece, que a morte não dói, que nem todos estão loucos. Esquenta meus pés, já que as meias abandonaram, o sangue me abandonou, a esperança já não há muito. Saiba que isso que eu sou é tão pouco, tão pouco, mas sou e isso é por você. Acende a lareira na sala, acende a fogueira do lado de dentro do peito, chama sem medo... me chama sem medo de ouvir que não.
domingo, 22 de maio de 2011
... eu já chorei esperneei gritei acendi as luzes escrevi textos e textos divagando sobre amorte, amorte de tudo, veja bem amorte do amor quem sabe, já arranquei as pétalas bemequer malmequer deu malmequer e de cada pétala jorrava sangue sangue e um vento vento que cobre a espinha de um medo um medo de fazer as escolhas erradas de optar por ser mais triste ainda já chorei esperneei gritei olhei pros teus movimentos só pra ter certeza olhei nos teus olhos pra me provocar já tentei de tudo apaguei as luzes e chorei na ausência que se fez e que se faz mas a cada instante percebo que sou viciada que sou eu que preciso de você mas não posso porque não é assim que deve ser o amor não pode ser só isso eu me respondo com os olhos em brasa eu me digo isso não é amor isso não é amor isso não é amor sua otária eu me digo, me chamo de otária e choro mais forte ainda pra ver se ainda me perdoo eu já chorei esperneei gritei...
sábado, 14 de maio de 2011
Quase Nada
Por hora, deixemos o cachorro latir. Deixemo-lo latir madrugada adentro. Finjamos que nada aconteceu, além de uma madrugada... e um cachorro. Por favor, ignoremos todo o resto, os fantasmas, os desejos, o passado, essa voz incessante que suplica, suplica por companhia, suplica por perdão, mas não ouve resposta alguma. Ignoremos o desespero de alguns que não encontram saída, que não sabem a quê estão no mundo. Ignoremos! Viremos o rosto mais de lado, como quem dorme desavisado ou, desavisadamente, lê um livro. Resmunguemos alguma coisa, nos cubramos um pouco mais com nossos cobertores e durmamos, alegando que a única dificuldade encontrada foi a de esquecer o cachorro latindo.
terça-feira, 10 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Hoje acordei lembrando de te conhecer: você tinha os olhos infantis que sentem uma curiosidade, prontos para a afeição. Talvez jamais me esqueça daqueles teus olhos de quando te conhecia... Eram os mais belos porque estavam disponíveis. Eram lindos porque não vinham fantasiados de outra coisa. Às vezes crescer é uma desgraça: maturidade (?) vem com ceticismo, com essa ideia de que podemos estar acima, acima, acima do mundo! Você treinou teus olhares na frente do espelho, e tudo é dissimulado, tudo é triste, tudo é perfeito. Que pena!...
... e que saudade de você.
... e que saudade de você.
sábado, 7 de maio de 2011
Toda a força é meramente ilustrativa
é que eu não consigo, simplesmente não consigo me acalmar. Já tentei toda forma apaziguadora, lavar louça roer as unhas pintar as unhas sair pra correr chocolate miojo yoga mantras egípcios escrever textos e textos pedindo ajuda, pedindo desculpa, pedindo carinho... Você vai me ver dando tanta risada da vida, de todos que me pedem pedem pedem e eu dou dou dou, mas toda essa força é uma casquinha mista de sabor falso, porque por dentro eu quero tanto voltar atrás, desfazer os passos que já fiz... Eu quero tanto desistir de tudo, quero descansar de tudo, de mim, de você, quero chorar, quero pedir arrego. Mas não posso.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Resolvi me desfazer de tudo o que não me faz bem e não pense que é uma metáfora, porque não é. Minto, é claro que é uma metáfora: nem tudo é livrável ou quem sabe pessoas não possam ser jogadas fora e nem é o meu propósito. Abrirei uma lata de lixo e lá dentro cartas meias livros bodes expiatórios 'e se's 'por enquanto's esperas esperas esperanças vagas tudo em vão fruta estragada música triste tudo que entulha entulha entulha e a gente pensa 'mas o que é que eu vou fazer com isso?' e se for uma pessoa não te atirarei no moedor de papel porque pessoas não são papel pessoas têm alma pessoas têm cor e luz. Mas não vou te segurar do meu lado como quem força o amor, vou te soltar de mim porque nenhum vício faz bem e então vou querer saber o que é que tem de tão surpreendente no futuro e quem sabe não seja nada e eu não vou me entristecer, vou te transformar em samba e luz... E olhar pra frente, sambando, sambando...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Querido,
ontem chorei. Chorei de soluçar, dentro do escuro de um ônibus que metaforicamente me trazia até você - jamais poderei te atingir. Fones de ouvido e eu estava sozinha. Completamente sozinha, não fosse pela tua presença - jamais consigo me livrar de ti. Por acidente, ouvi as nossas músicas e me transportei para quando estive dentro de você: não coube mais em mim.
Querido,
você já teve a impressão de estar assistindo o tempo? Por vezes me pego distorcendo o vento, como se pudesse retornar... Não entendo muita coisa do futuro: o que há de ser? Sinto medo do passado. E se eu ficar presa no vago das lembranças? Querido, muitas vezes me sinto a raposa fugidia que não se permite cativar pelo novo: não quero experimentar do mundo, me sinto apavorada com a ideia de estar me abandonando ao vazio. Mas o campo-santo dos pretéritos também é vazio: o que não é mais simplesmente não o é. Apenas eu posso ser, mas não quero. Eu não quero ser a encarnação de um passado do qual não mais pertenço.
você já teve a impressão de estar assistindo o tempo? Por vezes me pego distorcendo o vento, como se pudesse retornar... Não entendo muita coisa do futuro: o que há de ser? Sinto medo do passado. E se eu ficar presa no vago das lembranças? Querido, muitas vezes me sinto a raposa fugidia que não se permite cativar pelo novo: não quero experimentar do mundo, me sinto apavorada com a ideia de estar me abandonando ao vazio. Mas o campo-santo dos pretéritos também é vazio: o que não é mais simplesmente não o é. Apenas eu posso ser, mas não quero. Eu não quero ser a encarnação de um passado do qual não mais pertenço.
domingo, 24 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
É lógico que você talvez sinta minha falta: nunca lhe deixei faltar nada. Nos dias frios eu abria mão do agasalho só para não te ver tiritando ao relento. Se houvesse chuva, eu queria ser tanto teu guarda-chuva quanto a companhia para rodopiar sob o aguaceiro... se você estava triste eu passava por cima de mim para te secar as lágrimas. Todo mundo sente a falta dos seus servos fiéis. Você sente a minha falta, como um senhor sente a falta de um servo fiel, mas você não sente saudade, como um amigo sente saudade de seu grande companheiro.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Querido,
você me escreveu bilhetes carinhosos e delineou coraçõezinhos coloridos nas pautas do meu caderno. Você me descreveu uma amizade que beirava a fraternidade, como se eu fosse para ti tão preciosa que você se disporia a abrir mão de si para cuidar de mim. Você desenhou palavras belas, com cores e sons específicos, sempre brilhantes, como quem promete luz quando meus dias fossem tristes. Palavras, palavras, palavras... desenhos, desenhos, desenhos! Você me fez crer que poderia ser meu irmão, meu porto seguro, um cais para's minhas lágrimas... mas era tudo aquarela: na chegada da primeira chuva, a primeira gota d'água já pôde derreter cada palavra enganosa, cada coraçãozinho dissimulado, cada cor falsa. E você também fugiu, acho que com preguiça de assumir a responsabilidade que havia assumido - com tinta solúvel demais.
(Mas para mim não é assim que são irmãos.)
(Mas para mim não é assim que são irmãos.)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Querido,
não sou perniciosa nem fugidia. Não mereço esses belos adjetivos designados às mulheres de olhar felino. Tampouco disponho dos olhares felinos. Parece repetitivo, mas eu realmente estou mais pra corsa do que pra gata. Sou simples, de uma simplicidade que você talvez não compreenda. Sou simples, mas com algumas sutilezas: sou silente quando séria e berrante no resto do tempo. Sou expansão para muitos e contração para pouquíssimos. Vou um pouco além do que aparento, e sinto muito mais medo do que você acha. Vou um pouco na contra-mão: enquanto as felinas se enovelam em mistério e vão se mostrando devagar, eu me exponho de prima e, aos poucos, desapareço. E, afinal, também é uma forma de ser.
Da sua saudosa.
não sou perniciosa nem fugidia. Não mereço esses belos adjetivos designados às mulheres de olhar felino. Tampouco disponho dos olhares felinos. Parece repetitivo, mas eu realmente estou mais pra corsa do que pra gata. Sou simples, de uma simplicidade que você talvez não compreenda. Sou simples, mas com algumas sutilezas: sou silente quando séria e berrante no resto do tempo. Sou expansão para muitos e contração para pouquíssimos. Vou um pouco além do que aparento, e sinto muito mais medo do que você acha. Vou um pouco na contra-mão: enquanto as felinas se enovelam em mistério e vão se mostrando devagar, eu me exponho de prima e, aos poucos, desapareço. E, afinal, também é uma forma de ser.
Da sua saudosa.
terça-feira, 29 de março de 2011
La Valse des Monstres
Quando, deitada sozinha no silêncio da noite, sinto medo do escuro, seguro muito forte suas mãos nas minhas e nos ponho a rodar. Uma ciranda imaginária, a dois: primeiro preciso arrancar uma folha verde d'algum canto da minha memória - um palco gramado onde rodopiemos. Você então me olha, confidente, e pela primeira vez não sente medo de se entregar - não dispõe de meneios ou circunlóquios. As folhas farfalhando e o vento bagunçando seus cabelos são motivos para que o teu mais amplo sorriso se faça! E eu sorrio junto, porque sei que não há mais nada no mundo de que eu precise além disso. Também não sinto medo de te olhar no fundo dos olhos, e de uma vez por todas me permito ser sugada para dentro da tua alma quase sempre tão esquiva... A cor dos seus olhos se mistura com o borrão desenhado no cenário ao nosso redor, nos tornando todos numa coisa única. E neste momento em que te assisto feliz, disperso de teus preconceitos, é como se ouvisse realmente a tua voz aqui, comigo, me contando uma história bonita para me esperar pegar no sono...
E, em paz, eu durmo.
E, em paz, eu durmo.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Querido(a),
quando te escrevo cartas dizendo nada com essas letras tortas, desprendidas da estética ou do bom gosto, é porque preciso de um sinal teu: uma resposta, ainda que em branco, um pedaço do teu mau humor, uma respiração profunda, uma única palavra jogada entre tanto silêncio... é porque não tenho como te olhar nos olhos e captar seus trejeitos, é porque tua ausência faz um vácuo no meu peito...! Então jogo a linha de pesca e tento fisgar um segundo da tua alma, apenas para fingir que te tenho mais um pouco ao meu lado...
quando te escrevo cartas dizendo nada com essas letras tortas, desprendidas da estética ou do bom gosto, é porque preciso de um sinal teu: uma resposta, ainda que em branco, um pedaço do teu mau humor, uma respiração profunda, uma única palavra jogada entre tanto silêncio... é porque não tenho como te olhar nos olhos e captar seus trejeitos, é porque tua ausência faz um vácuo no meu peito...! Então jogo a linha de pesca e tento fisgar um segundo da tua alma, apenas para fingir que te tenho mais um pouco ao meu lado...
segunda-feira, 21 de março de 2011
Então será que são esses os tais fantasmas dos quais as pessoas tanto falam? No escuro, no quase-sono (o momento fugaz em que assistimos a consciência - ou a sanidade? - nos abandonar) do travesseiro com cheiro de ausência, tantos fantasmas desfiando tantos relevos da alma...
Um passado irrecuperável: uma voz que canta, o piano tocando, o silêncio seguro de uma grande amizade. Um presente imensurável, absurdo, revolucionário. Um presente grandioso, espetacular! - mas incompleto... Quem sabe... infeliz... E o futuro... Ah, o futuro! Tantas promessas, a melhora, o costume, o assentamento. O futuro amplo, tão amplo que, a perder de vista, tudo o que se vê é insegurança. Os fantasmas do Chronos bailando sobre minha cabeça, que gira: piano abraço pessoas mais bom balé corpo antes porto tanto dual gente eu lugar experiência medo medo medo medo (...)
(acendo a luzinha na tomada)
Um passado irrecuperável: uma voz que canta, o piano tocando, o silêncio seguro de uma grande amizade. Um presente imensurável, absurdo, revolucionário. Um presente grandioso, espetacular! - mas incompleto... Quem sabe... infeliz... E o futuro... Ah, o futuro! Tantas promessas, a melhora, o costume, o assentamento. O futuro amplo, tão amplo que, a perder de vista, tudo o que se vê é insegurança. Os fantasmas do Chronos bailando sobre minha cabeça, que gira: piano abraço pessoas mais bom balé corpo antes porto tanto dual gente eu lugar experiência medo medo medo medo (...)
(acendo a luzinha na tomada)
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Lembrete
Estou prestes a subir no ônibus sujo sem banheiro nem ar condicionado, com as malas repletas de passado, toda sorte de passado, desde rifa de felicidade até embalo de bala de menta para antes do primeiro beijo. Em cada mão um pedaço de papel com um endereço diferente: quem eu fui e a identidade que ainda estou para assumir. Cada pé dum lado do tempo-espaço. Regida por constelações que o dia não apaga, e o motorista desse ônibus que não dorme há três dias mas vai me levar para 'lá'. E aqui, suspensa entre o passado e o inesperado, sou terra de ninguém. A trincheira imóvel onde acumulam-se os corpos de ambos os times. Aqui, suspensa entre a coragem e a marcha-ré, te olho com teus olhos doces que me dizem adeus implorando para que eu volte, desenho com os lábios, sem fazer som algum: torce por mim, agora que eu já não torço mais, reza por mim à noite para o teu Deus, agora que já não acredito em nenhum, e guarda uma foto minha, uma recordação, porque talvez quando você me vir novamente, descendo do ônibus, talvez você não me reconheça mais...
De pedra. Sim, de pedra, não me pergunte mais nada. Não quero me perder noutro monólogo triste sobre perder a esperança, porque talvez seja pecado matar a esperança de outrem. E eu não veria problema algum em me demorar algum tempo explicando por que é que a esperança sempre carrega ônus maior que bônus, e que lembramos melhor das quedas do que dos vôos... Mas por agora não me diga mais nada: e eu me aterei à sua pergunta. Esta pia é de pedra.
Fantasias escapistas
Assim, quando você me olhar e eu te parecer dúbia, extremada - mas inerte -, saiba que há muito me perdi entre corpo e realidade. Existe um equilíbrio tão ínfimo (do qual não sei fazer parte) que bota o universo numa redoma, aguardando a queda da última pétala. Enquanto tudo é posto em prática e eu fiquei para trás, reinvento tudo isso. Escapo pela tangente, a um fio de me agarrarem para que eu volte à superfície. Mergulho... e escuto a Grande Paz do oceano, infinito, denso. Há música tocando aqui dentro. Quando você me olhar mas eu não estiver aqui, não me chame. Eu estarei dançando balé no fundo do universo.
... você me deixou para mais tarde e como eu soube que não haveria mais tarde senti aquele já volto como um soco na boca do estômago, o nocaute perfeito para qualquer desejo meu de me manter aqui. De repente haveria fogo e aquela orchestra do juízo final retumbando sobre os ouvidos aterrorizados, e ainda se alguma porta se abrisse... mas não. A orchestra, o fogo e apenas uma pomba perdida, em paz apesar do caos. E o fogo que consumisse a pomba como se fosse apenas som, aquele pequeno punhado de vida em decomposição, sem nada que a segure no mundo. E eu, como a pomba, atrás de um alento qualquer, consumida na paz, dicotômica com o caos interior.
Agônica
Já que no fundo, no fundo tanto faz estar ou não estar, partir ou continuar sob os carinhos afetuosos do edredom... Agora olho para a vida, as escrófulas da realidade - sem o preciosismo antigo dos que folheiam o passado a ouro, por mais que por dentro tudo seja orgânico e esteja apodrecido -, olho para tudo e sei, com certeza sei, tanto faz. E quando hoje não sou peça-chave para nenhum quebra-cabeça, eu sei. Mas não quero. Por isso não te procurar para falar de todos os detalhes da minha parnásica existência. Por isso nunca te contar dos cortes profundos que escondo debaixo da pele. Porque, apesar de não querer, eu sei que tanto faz.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Vai que a felicidade anda gratuita por aí... Quem sou eu pra negá-la? Sou nova demais para desviar dos teus raios como quem olha para o chão, e não nos olhos! Agora que quero tanto, tanto me sentir parte de algo maior, agora que eu quero crescer do meu jeito, te encaro e digo: venha!
Venha em sua infinitude e em tudo o que pode me fazer bem. Estou pronta para ser feita feliz como nunca...
Venha em sua infinitude e em tudo o que pode me fazer bem. Estou pronta para ser feita feliz como nunca...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Querido,
me oferece um colo enquanto ainda é tempo: para que eu possa repousar os olhos num ponto fixo, permitindo que as lágrimas escorram... Me permita esquecer que pequei, que a culpa disso tudo é minha, me deixa achar que está tudo bem! Que voltamos aos nossos dias... Me dá uma chance de me redimir, apenas oferecendo o colo para que eu chore a tua perda... Um suspiro de saudade agora. Eu sentia tamanha paz ao teu lado. Quem explica o que se deu em mim? Outro suspiro, este de arrependimento.
Ainda estou me conhecendo, sabe? (Te incomodo me deitando aqui?) Então, ainda não sei direito como funciono, não sei o que aconteceu. Sou ingrata e menos constante do que imaginei que seria quando chegasse a hora. Estou pouco acostumada a ser amada. De repente - insiro mais um suspiro triste - me vi tão confusa... Fiz errado, me antecipei e fui te cortando, cortando tanto que duvido merecer o perdão.
Me deixa, por agora, apenas me deixa deitar no teu colo para chorar as lágrimas da tua perda?
Ainda estou me conhecendo, sabe? (Te incomodo me deitando aqui?) Então, ainda não sei direito como funciono, não sei o que aconteceu. Sou ingrata e menos constante do que imaginei que seria quando chegasse a hora. Estou pouco acostumada a ser amada. De repente - insiro mais um suspiro triste - me vi tão confusa... Fiz errado, me antecipei e fui te cortando, cortando tanto que duvido merecer o perdão.
Me deixa, por agora, apenas me deixa deitar no teu colo para chorar as lágrimas da tua perda?
domingo, 30 de janeiro de 2011
Preparar-se para ser o melhor possível.
O teu silêncio que envolve, dilata as pupilas e me faz querer te fazer o bem... Quando sinto medo recorro aos teus jeitos, aos teus cheiros, e está tudo bem. Agora tantas chuvas dissolvem minh'alma e eu não sei como diminuir essa angústia. Me abraça enquanto é tempo...
Volta enquanto é tempo para nós dois.
O teu silêncio que envolve, dilata as pupilas e me faz querer te fazer o bem... Quando sinto medo recorro aos teus jeitos, aos teus cheiros, e está tudo bem. Agora tantas chuvas dissolvem minh'alma e eu não sei como diminuir essa angústia. Me abraça enquanto é tempo...
Volta enquanto é tempo para nós dois.
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