Não!
Não se aproxime desse jeito
nunca mais
Se mantenha longe
Se mantenha afastado
Não converse comigo!
Eu não estou preparada para te ter
por perto mais uma vez
O seu sorriso ainda mexe comigo
Seu olhar assim, tão perto
ainda me faz lembrar
Suas mãos ainda me fazem lembrar.
Você ainda me faz lembrar.
Mas você insiste em vir
sorrir
olhar
lembrar.
E eu sinto ciúme!
Meu deus, eu sinto ciúmes.
MORRO de ciúme.
E você nem é meu.
E você nem liga.
terça-feira, 11 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
Etiqueta.
Ei, moço! A sua etiqueta está aparecendo!, quase digo em um momento de loucura. Na fila do supermercado, o rapaz está apressado na minha frente.
A etiqueta da camiseta dele estava aparecendo, e eu apenas olhando praquele "M" escrito, quase arrumando pra ele, tamanha era a minha agonia.
Acho que seria pisoteada por um rapaz apressado.
Pobre rapaz, tão ansioso, inexpressivamente injuriado. Pobre moço, se você só arrumasse essa etiqueta, as coisas já estariam melhores!
A etiqueta da camiseta dele estava aparecendo, e eu apenas olhando praquele "M" escrito, quase arrumando pra ele, tamanha era a minha agonia.
Acho que seria pisoteada por um rapaz apressado.
Pobre rapaz, tão ansioso, inexpressivamente injuriado. Pobre moço, se você só arrumasse essa etiqueta, as coisas já estariam melhores!
domingo, 9 de março de 2008
Pois é;
Admito:
dessa vez você quebrou as minhas pernas.
Dessa vez olho para os lados e não encontro mais ninguém,
posto que você (que estava junto de mim) resolveu ir embora!
Mas é claro, minha amiga
a culpa não é sua!
Não posso me zangar contigo.
Mas saiba:
quebraste minhas pernas.
dessa vez você quebrou as minhas pernas.
Dessa vez olho para os lados e não encontro mais ninguém,
posto que você (que estava junto de mim) resolveu ir embora!
Mas é claro, minha amiga
a culpa não é sua!
Não posso me zangar contigo.
Mas saiba:
quebraste minhas pernas.
Sobre as palavras
Não me acaricie como elas
Não me bata como elas
Não se entregue a mim tão delicado quanto elas
Não tente ser melhor que elas
Não há ninguém que possa se comparar a elas.
Não me bata como elas
Não se entregue a mim tão delicado quanto elas
Não tente ser melhor que elas
Não há ninguém que possa se comparar a elas.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Sobre os cabos do computador;
A gente não os vê
mas estão sempre ali, entrelaçados
se amando como ninguém aqui.
mas estão sempre ali, entrelaçados
se amando como ninguém aqui.
Menina Solitária
Você olha para ela e sente pena
Dó, dó por ela ser tão sozinha.
A menina anda por todas as ruas da pequena cidade no interior de seu coração,
ela e seus loucos pensamentos,
suas pequenas e desvairadas mordaças imaginárias
Seu olhar perdido, sempre pensando em alguém que não está ali
Você olha para ela e sente pena,
mas o que você não sabe é que ela te olha com a mesma pena
pois não consegue imaginar vida com tanta gente ao redor
tantas cobranças,
tanta pressão, tanta hipocrisia,
tanto sofrimento!
E ela se pergunta se você escapa da solidão.
Você escapa da solidão?
Dó, dó por ela ser tão sozinha.
A menina anda por todas as ruas da pequena cidade no interior de seu coração,
ela e seus loucos pensamentos,
suas pequenas e desvairadas mordaças imaginárias
Seu olhar perdido, sempre pensando em alguém que não está ali
Você olha para ela e sente pena,
mas o que você não sabe é que ela te olha com a mesma pena
pois não consegue imaginar vida com tanta gente ao redor
tantas cobranças,
tanta pressão, tanta hipocrisia,
tanto sofrimento!
E ela se pergunta se você escapa da solidão.
Você escapa da solidão?
Félix
Hoje ouvi teu nome num miado de gato de rua, e senti aquela saudade apertando o joelho (é que saudade em mim aperta joelho), e lembrei de como você era o meu melhor amigo,
e se eu estivesse triste você viria e me abraçaria daquele seu jeito, daquele jeitinho que só você sabe fazer, enquanto todos os outros se afastariam, provavelmente com medo das minhas lágrimas.
Mas você vinha e as limpava do meu rosto e depois disso se deitava no meu colo e dormia, arrumando todas as bagunças com o seu calor de solidariedade.
E quando eu estava feliz, podia te apertar o quanto eu quisesse que você não ia reclamar, só ficar ali, torcendo pra que toda a minha alegria estravasasse pelo infinito.
Você era o meu pedacinho de céu, mas agora é um pedacinho de céu de todos nós, você está sempre lá me mandando um olá.
e se eu estivesse triste você viria e me abraçaria daquele seu jeito, daquele jeitinho que só você sabe fazer, enquanto todos os outros se afastariam, provavelmente com medo das minhas lágrimas.
Mas você vinha e as limpava do meu rosto e depois disso se deitava no meu colo e dormia, arrumando todas as bagunças com o seu calor de solidariedade.
E quando eu estava feliz, podia te apertar o quanto eu quisesse que você não ia reclamar, só ficar ali, torcendo pra que toda a minha alegria estravasasse pelo infinito.
Você era o meu pedacinho de céu, mas agora é um pedacinho de céu de todos nós, você está sempre lá me mandando um olá.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Mais um.
E quando a gente acaba percebendo que se iludiu?
E quando só o que nos resta é a percepção de que talvez as coisas não sejam assim, tão lindas como a gente sonhava.
Talvez você não seja tudo que eu sempre quis
e talvez eu nunca saiba se o é ou não!
As coisas ficam difíceis, conforme o tempo vai passando.
E algumas realidades não são tão graciosas quanto a gente sonha.
Não sei de nada.
E quando só o que nos resta é a percepção de que talvez as coisas não sejam assim, tão lindas como a gente sonhava.
Talvez você não seja tudo que eu sempre quis
e talvez eu nunca saiba se o é ou não!
As coisas ficam difíceis, conforme o tempo vai passando.
E algumas realidades não são tão graciosas quanto a gente sonha.
Não sei de nada.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Ovo de codorna
Pois é, meu querido ovinho... O seu caminho até aqui foi muito, muito fácil! Do frágil corpo de sua mamãe codorna, para as bandejinhas confortáveis, e das bandejinhas para o fogão...
Tudo muito fácil! Agora está aqui, quieto e calmo na minha frente, e só o que tenho que fazer é descascar-te calmamente... Vou te limpando dessa camada de segurança que o envolve...
Não tenha medo! Mas já vou te contando o seu futuro: Vai ser mastigado por uma pessoa que nem te conhece (não tanto quanto eu), nem se interessa por quem você é.
Será engolido, deglutido. Então vem a pior parte: o estômago. Ah, sim, o estômago... Imagine um monstro, um grande monstro cheio de líquidos corrosivos, cheio de movimentos bruscos, cheio de destruições. Não tente resistir... Vai ser destruído completamente. Já não saberá mais se é você mesmo ou se agora já se misturou com a alface, o arroz, o feijão e todas as outras vítimas (fatais) de tal ser.
O resto do seu futuro... Não, meu querido, pra você não há futuro, a partir daí você realmente já não é mais nada.
Não quero te amedrontar. Mas espero que esteja preparado.
Tudo muito fácil! Agora está aqui, quieto e calmo na minha frente, e só o que tenho que fazer é descascar-te calmamente... Vou te limpando dessa camada de segurança que o envolve...
Não tenha medo! Mas já vou te contando o seu futuro: Vai ser mastigado por uma pessoa que nem te conhece (não tanto quanto eu), nem se interessa por quem você é.
Será engolido, deglutido. Então vem a pior parte: o estômago. Ah, sim, o estômago... Imagine um monstro, um grande monstro cheio de líquidos corrosivos, cheio de movimentos bruscos, cheio de destruições. Não tente resistir... Vai ser destruído completamente. Já não saberá mais se é você mesmo ou se agora já se misturou com a alface, o arroz, o feijão e todas as outras vítimas (fatais) de tal ser.
O resto do seu futuro... Não, meu querido, pra você não há futuro, a partir daí você realmente já não é mais nada.
Não quero te amedrontar. Mas espero que esteja preparado.
Tecendo momentos.
Ah, quero abraçar-te e estar contigo, quero elogiar suas roupas e me estirar ao teu lado, pra que enxergues comigo qualquer detalhe no tecido todo azul do céu, cada estrelinha bordada à mão desse momento igual.
Quero dizer teu nome e me arrepiar ao te ouvir falando baixinho o meu.
Quero abrir os braços e te encontrar na minha frente, te encontrar de braços igualmente abertos, para mim.
Quero te encontrar em cada olhar, em cada segundo da minha existência crer que há um pouco de você em mim.
Quero nunca ter que dizer adeus.
Quero dizer teu nome e me arrepiar ao te ouvir falando baixinho o meu.
Quero abrir os braços e te encontrar na minha frente, te encontrar de braços igualmente abertos, para mim.
Quero te encontrar em cada olhar, em cada segundo da minha existência crer que há um pouco de você em mim.
Quero nunca ter que dizer adeus.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Aflição de você
E agora, como é que eu convivo com essa aflição enorme que é gostar tanto de você?
E que situação mais desagradável!
Nem tenho como te olhar nos olhos, ou te abraçar apertado pra sentir se seu coração também bate mais forte!
E se você na verdade não gostar nem um pouco de mim? E se não quiser nem tentar gostar de mim?
Não sei se um dia vou saber, já que nas poucas vezes que te vejo, tenho tanta vergonha que não consigo nem ao menos dizer um "olá"!
Você também não fala comigo. Nem olha. Não sei de mais nada, mas não queria mais essa aflição.
Nunca mais.
E que situação mais desagradável!
Nem tenho como te olhar nos olhos, ou te abraçar apertado pra sentir se seu coração também bate mais forte!
E se você na verdade não gostar nem um pouco de mim? E se não quiser nem tentar gostar de mim?
Não sei se um dia vou saber, já que nas poucas vezes que te vejo, tenho tanta vergonha que não consigo nem ao menos dizer um "olá"!
Você também não fala comigo. Nem olha. Não sei de mais nada, mas não queria mais essa aflição.
Nunca mais.
As não-regras
Ela não tinha aquele saudável hábito
de respeitar as leis
via prazer em burlar todo tipo de regra.
Por isso ficou sozinha.
Sem amigos, sem parceiros.
Sem ninguém.
Inventou (sozinha) aquele jogo que se joga solitária.
Cujas regras podem ser quebradas...
Podem não. Devem!
E lá vai a menina sozinha
jogando sozinha
o jogo dos solitários;
sem regras nem limites.
de respeitar as leis
via prazer em burlar todo tipo de regra.
Por isso ficou sozinha.
Sem amigos, sem parceiros.
Sem ninguém.
Inventou (sozinha) aquele jogo que se joga solitária.
Cujas regras podem ser quebradas...
Podem não. Devem!
E lá vai a menina sozinha
jogando sozinha
o jogo dos solitários;
sem regras nem limites.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Ilusões apaixonadas dentro de uma barraca flutuante;
"Is this love, is this love that I'm feeling?"
Ela se deita no chão frio de sua barraca da cor da água fria que caía a sua volta. A música que tocou no vizinho era Bob Marley. Ela não tinha sono e via todas as luzes se apagando e ela ali, sozinha.
A música a tomava por inteiro na solidão da barraca, e a chuva que caía a fazia flutuar, levitar, voar pra tão longe quanto seria possível naquele instante. Todos os sons foram calmamente cessando, até que tudo o que sobrou foi o som de sua própria respiração e o Bob Marley no vizinho ("is this love, is this love, is this love that I'm feeling?") respirando junto com ela.
Não. Havia mais alguém ali, uma terceira pessoa além dela e do Bob Marley. Uma pessoa nova, diferente. Ele.
Ah, ele estava ali com ela, e ela não sabia mais o que pensar ou dizer para ele. Logo ele, que não era para ser ninguém, nada além de uma conversa divertida, uma companhia nada palpável, quase totalmente virtual. Logo ele lhe estava roubando o sono!
Agora ele se senta na sua frente, encolhe as pernas compridas, afasta os cabelos de cima dos olhos e a olha.
- Por que você está aqui? - ela lhe pergunta, com os olhos úmidos.
- Porque você quis que eu estivesse aqui!
- Não! Eu nunca quis que você estivesse aqui dentro de mim! - ela responde, agoniada.
- Por que você não quer admitir que é isso, justo isso, que você mais quer agora, nesse instante?
Bob Marley cantava mais suave agora. Até ele queria ouvir aquela conversa.
- Eu... eu não vou admitir nada! Eu não quero te admitir aqui na minha mente...!
- Então eu vou embora. - ele já esticava novamente as pernas compridas demais.
- NÃO! Fica mais um pouco... Eu tenho medo dos escuros de quando você vai embora! Eu... gosto tanto de você...
Mas ele já tinha ido. A barraca agora era cor de terra, e a água entrava pelas paredes de seda fina. Os vizinhos agora bebiam e gritavam e davam risadas estridentes. Nada mais flutuava, nem voava, nem nada. Era só uma barraca encharcada com uma menina solitária lá dentro.
O som de Bob Marley diminuía, quase acabando... "This must be love."
Ela se deita no chão frio de sua barraca da cor da água fria que caía a sua volta. A música que tocou no vizinho era Bob Marley. Ela não tinha sono e via todas as luzes se apagando e ela ali, sozinha.
A música a tomava por inteiro na solidão da barraca, e a chuva que caía a fazia flutuar, levitar, voar pra tão longe quanto seria possível naquele instante. Todos os sons foram calmamente cessando, até que tudo o que sobrou foi o som de sua própria respiração e o Bob Marley no vizinho ("is this love, is this love, is this love that I'm feeling?") respirando junto com ela.
Não. Havia mais alguém ali, uma terceira pessoa além dela e do Bob Marley. Uma pessoa nova, diferente. Ele.
Ah, ele estava ali com ela, e ela não sabia mais o que pensar ou dizer para ele. Logo ele, que não era para ser ninguém, nada além de uma conversa divertida, uma companhia nada palpável, quase totalmente virtual. Logo ele lhe estava roubando o sono!
Agora ele se senta na sua frente, encolhe as pernas compridas, afasta os cabelos de cima dos olhos e a olha.
- Por que você está aqui? - ela lhe pergunta, com os olhos úmidos.
- Porque você quis que eu estivesse aqui!
- Não! Eu nunca quis que você estivesse aqui dentro de mim! - ela responde, agoniada.
- Por que você não quer admitir que é isso, justo isso, que você mais quer agora, nesse instante?
Bob Marley cantava mais suave agora. Até ele queria ouvir aquela conversa.
- Eu... eu não vou admitir nada! Eu não quero te admitir aqui na minha mente...!
- Então eu vou embora. - ele já esticava novamente as pernas compridas demais.
- NÃO! Fica mais um pouco... Eu tenho medo dos escuros de quando você vai embora! Eu... gosto tanto de você...
Mas ele já tinha ido. A barraca agora era cor de terra, e a água entrava pelas paredes de seda fina. Os vizinhos agora bebiam e gritavam e davam risadas estridentes. Nada mais flutuava, nem voava, nem nada. Era só uma barraca encharcada com uma menina solitária lá dentro.
O som de Bob Marley diminuía, quase acabando... "This must be love."
...
Você acaba de começar a me irritar
com sua insistência em achar que sabe tudo,
com suas certezas,
com suas filosofias.
Você está me irritando com esse seu olhar,
e quando você me diz
"como você é dissimulada!"
Você nem me conhece!
Você (só) acha que sabe quem eu sou.
E eu, que gostava tanto de você
que tinha medo de te decepcionar
percebi, de repente,
que foi você quem me decepcionou!
Fingindo saber quem eu sou,
você me decepcionou.
Despretencione-se, rapaz!
Você não é o rei do meu mundo.
Você não soube me conquistar!
Você nem sabe o que se esconde em mim...
E achou que era sua!
Achou que por você eu me ajoelhava.
Só sua...
E eu entendi que você não é nada.
Ninguém.
Você, rapaz, me decepcionou.
com sua insistência em achar que sabe tudo,
com suas certezas,
com suas filosofias.
Você está me irritando com esse seu olhar,
e quando você me diz
"como você é dissimulada!"
Você nem me conhece!
Você (só) acha que sabe quem eu sou.
E eu, que gostava tanto de você
que tinha medo de te decepcionar
percebi, de repente,
que foi você quem me decepcionou!
Fingindo saber quem eu sou,
você me decepcionou.
Despretencione-se, rapaz!
Você não é o rei do meu mundo.
Você não soube me conquistar!
Você nem sabe o que se esconde em mim...
E achou que era sua!
Achou que por você eu me ajoelhava.
Só sua...
E eu entendi que você não é nada.
Ninguém.
Você, rapaz, me decepcionou.
Essa é pra você;
Não sou perfeita,
meu corpo não é como eu queria que fosse.
Meus olhos são muito juntos,
e meu nariz é grande demais.
Aliás, sou é cheia de defeitos:
insegura, anciosa, instável, desastrosa, escandalosa, tímida.
Só queria que você enchergasse em mim
tudo de bom que eu não consigo ver.
Queria que você me abraçasse e me disse
que sou linda.
Desejo que você faça o que só você sabe fazer,
me sentir mais mulher
me fazer mais amada.
Se só você encontrasse em mim
o meu sorriso não é tão ruim assim
o meu olhar tem sentimento só por você
o meu pensamento é só em você.
Se você só não ignorasse
que te abraçar é meu maior desejo agora
E te olhar nos olhos
E saber que riremos juntos quando nosso
olhar se encontrar...
Já é mais alegre que qualquer coisa.
Só se você soubesse
que pra mim você é Sol quando faz sol,
E é chuva quando chove.
Pra mim você é vento quando venta.
Pra mim você é mar na maresia.
Se você me visse como sou por dentro
e se ao me ver por dentro
Percebesse que pra você também sou mar,
também sou chuva, vento, sol.
E o que mais for.
meu corpo não é como eu queria que fosse.
Meus olhos são muito juntos,
e meu nariz é grande demais.
Aliás, sou é cheia de defeitos:
insegura, anciosa, instável, desastrosa, escandalosa, tímida.
Só queria que você enchergasse em mim
tudo de bom que eu não consigo ver.
Queria que você me abraçasse e me disse
que sou linda.
Desejo que você faça o que só você sabe fazer,
me sentir mais mulher
me fazer mais amada.
Se só você encontrasse em mim
o meu sorriso não é tão ruim assim
o meu olhar tem sentimento só por você
o meu pensamento é só em você.
Se você só não ignorasse
que te abraçar é meu maior desejo agora
E te olhar nos olhos
E saber que riremos juntos quando nosso
olhar se encontrar...
Já é mais alegre que qualquer coisa.
Só se você soubesse
que pra mim você é Sol quando faz sol,
E é chuva quando chove.
Pra mim você é vento quando venta.
Pra mim você é mar na maresia.
Se você me visse como sou por dentro
e se ao me ver por dentro
Percebesse que pra você também sou mar,
também sou chuva, vento, sol.
E o que mais for.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Sobre as fotos;
Andei olhando as fotos. Todas as minhas fotos.
Incrível como elas conseguem imortalizar apenas um segundo de nossas vidas,
e ao mesmo tempo guardam tantas lembranças!
Olhei aquela em que eu abraçava aquela minha amiga, e chorava tanto!
E me lembrei das sensações daquele momento...
Do choro, do abraço, dos contextos,
da cortina amarela que se fechava.
Ou aquela em que eu estava pulando numa piscina.
Digo, não pulando, mas tinha um pé no chão e o outro já estava voando...
Como congelar um segundo tão único?
No próximo, eu estaria pulando, e depois, estaria molhada dentro da piscina...
Provavelmente gritando sobre como a água estava gelada.
As fotos são coisas curiosas...
Incrível como elas conseguem imortalizar apenas um segundo de nossas vidas,
e ao mesmo tempo guardam tantas lembranças!
Olhei aquela em que eu abraçava aquela minha amiga, e chorava tanto!
E me lembrei das sensações daquele momento...
Do choro, do abraço, dos contextos,
da cortina amarela que se fechava.
Ou aquela em que eu estava pulando numa piscina.
Digo, não pulando, mas tinha um pé no chão e o outro já estava voando...
Como congelar um segundo tão único?
No próximo, eu estaria pulando, e depois, estaria molhada dentro da piscina...
Provavelmente gritando sobre como a água estava gelada.
As fotos são coisas curiosas...
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Not again : /
Justo quando o que ela sentia por ele
Se dissipava, se desfazia,
Ela se percebeu sorrindo enquanto conversava com ele.
Sorrindo como quando conversava com ele, antigamente!!
Mas agora o susto:
o ele não era mais o mesmo!
Tudo era igual:
Conversavam por horas,
sobre todo tipo de aleatóriedade.
E ela, sorrindo de lado.,
pra que ninguém percebesse a satisfação.
Pronto,
tudo de novo.
Se dissipava, se desfazia,
Ela se percebeu sorrindo enquanto conversava com ele.
Sorrindo como quando conversava com ele, antigamente!!
Mas agora o susto:
o ele não era mais o mesmo!
Tudo era igual:
Conversavam por horas,
sobre todo tipo de aleatóriedade.
E ela, sorrindo de lado.,
pra que ninguém percebesse a satisfação.
Pronto,
tudo de novo.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Enfim, livre.
Bebeu daquela água doce
que é a alegria da solidão.
Sentou-se à beira da pedra branca
esculpida no topo da montanha mais alta
Deixou o vento bater-lhe no rosto.
Os cabelos voavam, esvoaçavam, e da ponta de cada fio
caía uma lágrima de orvalho.
E em cada lágrima de orvalho,
escorria um pensamento nele.
Quando se levantou da pedra branca,
Esculpida no quintal do Imaginário,
Sentia-se mais leve,
E a pedra que era branca
Agora tingia-se de escarlate
das lágrimas dos pensamentos nele.
Pois ela chutou a pedrinha escarlate,
que rolou ribanceira abaixo.
Ora! Era só um morrinho!
E voou feito pomba,
pardal, macieira,
rumo a um único destino:
liberdade!
que é a alegria da solidão.
Sentou-se à beira da pedra branca
esculpida no topo da montanha mais alta
Deixou o vento bater-lhe no rosto.
Os cabelos voavam, esvoaçavam, e da ponta de cada fio
caía uma lágrima de orvalho.
E em cada lágrima de orvalho,
escorria um pensamento nele.
Quando se levantou da pedra branca,
Esculpida no quintal do Imaginário,
Sentia-se mais leve,
E a pedra que era branca
Agora tingia-se de escarlate
das lágrimas dos pensamentos nele.
Pois ela chutou a pedrinha escarlate,
que rolou ribanceira abaixo.
Ora! Era só um morrinho!
E voou feito pomba,
pardal, macieira,
rumo a um único destino:
liberdade!
domingo, 6 de janeiro de 2008
Eu sou do tamanho que sou,
nem maior, nem menor.
Eu sou do tamanho que você me vê,
nem maior, nem menor.
Portanto, não me diminua.
Pois isso eu não suporto.
O que eu penso, digo e faço
é sim válido.
E eu sou pra ser levada a sério,
não sou piada ambulante,
não sou palhaço
e não estou aqui só pra você dar risada.
Mas por outro lado
(pelo amor de deus!)
não me aumente,
não me vista de ouro e não me ponha num pedestal.
Pois não sou deus, não sou rainha.
Não me encha de expectativas,
eu vou te decepcionar.
Não quero te decepcionar.
Não vou fingir que sou quem não sou,
e saiba que se me endeusar,
podes desistir de mim,
não vamos funcionar.
E saiba!,
Não mereço pedestal.
Não mereço auréola.
Não mereço templo, nem santuário, nem igrejinha, nem capela.
Entenda que sou isso que você vê.
Nem mais, nem menos.
nem maior, nem menor.
Eu sou do tamanho que você me vê,
nem maior, nem menor.
Portanto, não me diminua.
Pois isso eu não suporto.
O que eu penso, digo e faço
é sim válido.
E eu sou pra ser levada a sério,
não sou piada ambulante,
não sou palhaço
e não estou aqui só pra você dar risada.
Mas por outro lado
(pelo amor de deus!)
não me aumente,
não me vista de ouro e não me ponha num pedestal.
Pois não sou deus, não sou rainha.
Não me encha de expectativas,
eu vou te decepcionar.
Não quero te decepcionar.
Não vou fingir que sou quem não sou,
e saiba que se me endeusar,
podes desistir de mim,
não vamos funcionar.
E saiba!,
Não mereço pedestal.
Não mereço auréola.
Não mereço templo, nem santuário, nem igrejinha, nem capela.
Entenda que sou isso que você vê.
Nem mais, nem menos.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Desencanando.
Não queria estar te esperando.
Queria poder controlar o que eu sinto por você.
Queria poder dizer "Pra mim chega!"
E queria que isso surtisse algum efeito.
E a partir desse momento
meu estômago não reviraria só de pensar em você;
Meu pensamento não procuraria as lembranças
que te envolvem, a cada dois minutos.
E a partir desse momento
você voltaria a ser "só mais um".
Queria poder te abraçar,
sem pensar que você também quer algo mais.
E no dia que eu conseguir tudo isso,
eu vou poder gritar aos quatro ventos
"Estou livre! livre!"
E vou chorar e rir ao mesmo tempo
quando eu descobrir que não me importo mais contigo.
Queria poder controlar o que eu sinto por você.
Queria poder dizer "Pra mim chega!"
E queria que isso surtisse algum efeito.
E a partir desse momento
meu estômago não reviraria só de pensar em você;
Meu pensamento não procuraria as lembranças
que te envolvem, a cada dois minutos.
E a partir desse momento
você voltaria a ser "só mais um".
Queria poder te abraçar,
sem pensar que você também quer algo mais.
E no dia que eu conseguir tudo isso,
eu vou poder gritar aos quatro ventos
"Estou livre! livre!"
E vou chorar e rir ao mesmo tempo
quando eu descobrir que não me importo mais contigo.
Homem-metáfora
Você é uma metáfora
Daquelas que só professor de português encherga.
Daquelas que só fazem sentindo para o próprio autor.
A sua história comigo é uma metáfora,
daquelas que fazem a gente acreditar em destino.
Daquelas que fazem acreditar que até deus é plausível.
Porque quando eu admiti que estava apaixonada por você
(e nem te disse isso!
Você veio até mim,
de braços abertos, de peito aberto.
E parece que todas as linhas do tal do destino
se escreviam pra nós dois.
Voltei nos registros e me encontrei falando
que o que eu sentia por você me impedia de ver outras pessoas. Outras possibilidades.
E no dia seguinte você me beijou.
Você é uma metáfora.
Daquelas que sorriem e conversam,
e riem e choram e sentem.
Você é uma metáfora.
A metáfora que eu me apaixonei.
Daquelas que só professor de português encherga.
Daquelas que só fazem sentindo para o próprio autor.
A sua história comigo é uma metáfora,
daquelas que fazem a gente acreditar em destino.
Daquelas que fazem acreditar que até deus é plausível.
Porque quando eu admiti que estava apaixonada por você
(e nem te disse isso!
Você veio até mim,
de braços abertos, de peito aberto.
E parece que todas as linhas do tal do destino
se escreviam pra nós dois.
Voltei nos registros e me encontrei falando
que o que eu sentia por você me impedia de ver outras pessoas. Outras possibilidades.
E no dia seguinte você me beijou.
Você é uma metáfora.
Daquelas que sorriem e conversam,
e riem e choram e sentem.
Você é uma metáfora.
A metáfora que eu me apaixonei.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
A chuva.
E ali estava ela, sentada na grama.
A chuva caindo em sua cabeça,
E as pessoas passam correndo na sua frente, fugindo da natureza.
E quando ela se viu naquele momento,
se achou completa.
E pela primeira vez em alguns meses, feliz, e viva de novo.
Naquele momento esqueceu as lágrimas,
esqueceu a solidão.
A chuva caindo em sua cabeça,
E as pessoas passam correndo na sua frente, fugindo da natureza.
E quando ela se viu naquele momento,
se achou completa.
E pela primeira vez em alguns meses, feliz, e viva de novo.
Naquele momento esqueceu as lágrimas,
esqueceu a solidão.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Enquanto eu continuava minha incessável caminhada,
rumo ao grande vazio,
te encontrei. E ali foi uma intromissão no meu percurso.
E aprendi a continuar o caminho:
você me ensinou a calçar as botas de neve,
a máquina fotográfica e o biquíni.
Pra tudo que pudesse vir no resto do caminho.
Meu chazinho de erva-cidreira.
E fim.
rumo ao grande vazio,
te encontrei. E ali foi uma intromissão no meu percurso.
E aprendi a continuar o caminho:
você me ensinou a calçar as botas de neve,
a máquina fotográfica e o biquíni.
Pra tudo que pudesse vir no resto do caminho.
Meu chazinho de erva-cidreira.
E fim.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Grama.
Sentei-me na grama,
Abri o tal livro de ilustrações imaginárias,
E fiquei ali:
Horas, dias, momentos.
As formigas a passeio passaram por mim.
Algumas não gostaram de minha imaginária intromissão.
Picaram-me a perna.
Olhei-as e acreditei que eram ilustrações imaginativas, como todo o resto;
Fiz-lhe um carinho e voltei para o meu livro cor de laranja.
Abri o tal livro de ilustrações imaginárias,
E fiquei ali:
Horas, dias, momentos.
As formigas a passeio passaram por mim.
Algumas não gostaram de minha imaginária intromissão.
Picaram-me a perna.
Olhei-as e acreditei que eram ilustrações imaginativas, como todo o resto;
Fiz-lhe um carinho e voltei para o meu livro cor de laranja.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
O ciclo vicioso da paixão de Gabi
Gabi tentou esquecer o menino homem.
Gabi tentou fazê-lo se afastar de seus pensamentos.
Gabi tentou matar suas lembranças.
Gabi tentou não conectá-lo com todas as músicas românticas.
Gabi tentou não escrever mais nenhuma poesia.
Gabi tentou não pensar no rapaz dos olhos castanhos.
Aqueles olhos que a tinham hipnotizado.
Aqueles olhos que guardavam um mistério que a apaixonava.
Aqueles olhos que ela desejava próximos como estiveram um dia.
Aqueles olhos tão lindos.
Aqueles olhos tão comuns, mas tão únicos.
Aqueles olhos que não a olhavam mais.
Mas ele estava ali.
Ele fazia questão de não se ausentar.
Ele fazia questão de aparecer nos momentos mais oportunos,
e fazia questão de abraçá-la apertado,
de beijar suas bochechas e depois ir embora.
Vitorioso, ganhou mais ainda o coração de Gabi.
E de noite, ela escrevia mais poesias e ouvia mais músicas românticas.
E ele voltava para os seus sonhos.
E ela escrevia mais poesias sobre seus sonhos.
E ele a abraçava de novo.
O ciclo vicioso da paixão de Gabi.
Gabi tentou fazê-lo se afastar de seus pensamentos.
Gabi tentou matar suas lembranças.
Gabi tentou não conectá-lo com todas as músicas românticas.
Gabi tentou não escrever mais nenhuma poesia.
Gabi tentou não pensar no rapaz dos olhos castanhos.
Aqueles olhos que a tinham hipnotizado.
Aqueles olhos que guardavam um mistério que a apaixonava.
Aqueles olhos que ela desejava próximos como estiveram um dia.
Aqueles olhos tão lindos.
Aqueles olhos tão comuns, mas tão únicos.
Aqueles olhos que não a olhavam mais.
Mas ele estava ali.
Ele fazia questão de não se ausentar.
Ele fazia questão de aparecer nos momentos mais oportunos,
e fazia questão de abraçá-la apertado,
de beijar suas bochechas e depois ir embora.
Vitorioso, ganhou mais ainda o coração de Gabi.
E de noite, ela escrevia mais poesias e ouvia mais músicas românticas.
E ele voltava para os seus sonhos.
E ela escrevia mais poesias sobre seus sonhos.
E ele a abraçava de novo.
O ciclo vicioso da paixão de Gabi.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
It's gonna be just fine.
E foi ali que ela percebeu que o tempo realmente curar tudo.
Como até ontem estava sofrendo tanto por causa dele,
e agora aceita -simplismente aceita- que ele não tenha sido muito mais.
É claro que não é tão simples assim.
Ela admite que ele ainda mexe com ela.
Mas não foi muito mais...
Azar dele!
É passado. Passado a gente deixar pra trás.
Como até ontem estava sofrendo tanto por causa dele,
e agora aceita -simplismente aceita- que ele não tenha sido muito mais.
É claro que não é tão simples assim.
Ela admite que ele ainda mexe com ela.
Mas não foi muito mais...
Azar dele!
É passado. Passado a gente deixar pra trás.
sábado, 10 de novembro de 2007
Mas não tem nada, não!
É assim que as coisas são, mesmo.
Umas pessoas vêm e vão.
Outras vêm, mas pra ficar.
Tem aquelas que são feito um furacão:
Aparecem, fazem um auê da nossa vida.
E vão embora, deixando a gente
No chão. Ou nas nuvens?
Tem outras que vêm,
Nos conquistam (de qualquer forma)
E se mantêm, continuam conosco por muito,
muito tempo.
Tem aquelas pessoas que se fazem especiais
Aparecem do nada.
Ganham a gente.
Nos tem na mão.
Nos tem inteiros.
E nos abusam.
Viram pessoas especiais,
E aí escolhem se vão ou se ficam.
E aí escolhem o que vão fazer com a gente.
Tem aquelas pessoas que são assim,
sem identificação, sem explicação.
Simplesmente são.
São as pessoas indefiníveis.
São as pessoas que,
apesar de toda injúria,
nos fazem acreditar que com elas é pra sempre.
E no fim escrevem com a gente as nossas histórias.
Ajudam a contar agora as histórias que vamos reviver pros nossos filhos
Ajudam a viver as histórias que contaremos a eles.
Umas pessoas vêm e vão.
Outras vêm, mas pra ficar.
Tem aquelas que são feito um furacão:
Aparecem, fazem um auê da nossa vida.
E vão embora, deixando a gente
No chão. Ou nas nuvens?
Tem outras que vêm,
Nos conquistam (de qualquer forma)
E se mantêm, continuam conosco por muito,
muito tempo.
Tem aquelas pessoas que se fazem especiais
Aparecem do nada.
Ganham a gente.
Nos tem na mão.
Nos tem inteiros.
E nos abusam.
Viram pessoas especiais,
E aí escolhem se vão ou se ficam.
E aí escolhem o que vão fazer com a gente.
Tem aquelas pessoas que são assim,
sem identificação, sem explicação.
Simplesmente são.
São as pessoas indefiníveis.
São as pessoas que,
apesar de toda injúria,
nos fazem acreditar que com elas é pra sempre.
E no fim escrevem com a gente as nossas histórias.
Ajudam a contar agora as histórias que vamos reviver pros nossos filhos
Ajudam a viver as histórias que contaremos a eles.
sábado, 3 de novembro de 2007
Amigos
E fingir? Sabes fingir?
Pois eu sei que sabe. Já te vi fingindo!
Vives fingindo.
Pois se sabe atuar com todos, por quê não comigo? Finja comigo, eu fingirei também! Nos esconderemos sob nossas capas, nossas máscaras, e fingiremos juntos.
Podemos continuar perto um do outro, pode voltar a ser o que era. Não derramarei mais nenhuma lágrima, não terá nunca mais que virar o olhar. Seremos quem costumávamos ser, seremos quem pretendíamos ser, seremos nada e tudo ao mesmo tempo. Só finja, meu bem, que nada aconteceu entre nós dois. Afinal, nada aconteceu! Certo?
Vamos esquecer aquela noite, esqueceremos juntos. Só não me deixe aqui, que sozinha não esqueço. E sozinho não vai estar, mas se estiver comigo o tempo vai passar masi rápido. E não vou te remoer, e não vai achar que te estou remoendo.
Senta do meu lado, vamos conversar como conversávamos antes. Não vou ficar triste se é isso que tem que acontecer. Vou ficar melhor do que sou agora. Eu vou ficar bem, meu bem. Esquece comigo, atua comigo. Nada aconteceu, meu bem. Não se preocupa com nada. Vamos fingir, meu bem. Não te preocupa, não tenha vergonha de mim, vivemos aquilo juntos, vamos esquecer juntos. Vamos fechar os olhos praquela noite. Mas não me deixa sozinha, que sozinha meus olhos abrem mais. Eles se negam e fechar, se me deixar aqui.
Podemos ser amigos. Só amigos? É bem mais do que é atualmente. Podemos correr juntos, conversar, podemos continuar vivendo. Vamos esquecer, meu bem. Vamos ser tudo isso. Vamos ser só tudo isso: Amigos.
Pois eu sei que sabe. Já te vi fingindo!
Vives fingindo.
Pois se sabe atuar com todos, por quê não comigo? Finja comigo, eu fingirei também! Nos esconderemos sob nossas capas, nossas máscaras, e fingiremos juntos.
Podemos continuar perto um do outro, pode voltar a ser o que era. Não derramarei mais nenhuma lágrima, não terá nunca mais que virar o olhar. Seremos quem costumávamos ser, seremos quem pretendíamos ser, seremos nada e tudo ao mesmo tempo. Só finja, meu bem, que nada aconteceu entre nós dois. Afinal, nada aconteceu! Certo?
Vamos esquecer aquela noite, esqueceremos juntos. Só não me deixe aqui, que sozinha não esqueço. E sozinho não vai estar, mas se estiver comigo o tempo vai passar masi rápido. E não vou te remoer, e não vai achar que te estou remoendo.
Senta do meu lado, vamos conversar como conversávamos antes. Não vou ficar triste se é isso que tem que acontecer. Vou ficar melhor do que sou agora. Eu vou ficar bem, meu bem. Esquece comigo, atua comigo. Nada aconteceu, meu bem. Não se preocupa com nada. Vamos fingir, meu bem. Não te preocupa, não tenha vergonha de mim, vivemos aquilo juntos, vamos esquecer juntos. Vamos fechar os olhos praquela noite. Mas não me deixa sozinha, que sozinha meus olhos abrem mais. Eles se negam e fechar, se me deixar aqui.
Podemos ser amigos. Só amigos? É bem mais do que é atualmente. Podemos correr juntos, conversar, podemos continuar vivendo. Vamos esquecer, meu bem. Vamos ser tudo isso. Vamos ser só tudo isso: Amigos.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Sobre o arrependimento
Ela deitou na cama, abraçou o travesseiro e chorou.
Chorou, chorou, chorou.
Chorou por horas a fio.
Se perguntava por quê tinha deixado que aquilo acontecesse,
E se tivesse feito diferente?
E se tivesse sido outra pessoa?
E se tivesse agido diferente?
Agora as conseqüências caíam sobre ela,
todas as conseqüências que ela não podia aguentar.
Ela queria não saber que poderia ter escolhido outro caminho.
Ela queria que o mundo fosse inteiro feito de uma só escolha. Ou melhor, de escolha nenhuma. Tudo seria do jeito que tinha que ser, sem que pudéssemos escolher. Tudo seria do jeito certo sem que interagíssemos com isso. Só por não ter o peso de saber que podia ter feito outra escolha.
Chorou, chorou, chorou.
Chorou por horas a fio.
Se perguntava por quê tinha deixado que aquilo acontecesse,
E se tivesse feito diferente?
E se tivesse sido outra pessoa?
E se tivesse agido diferente?
Agora as conseqüências caíam sobre ela,
todas as conseqüências que ela não podia aguentar.
Ela queria não saber que poderia ter escolhido outro caminho.
Ela queria que o mundo fosse inteiro feito de uma só escolha. Ou melhor, de escolha nenhuma. Tudo seria do jeito que tinha que ser, sem que pudéssemos escolher. Tudo seria do jeito certo sem que interagíssemos com isso. Só por não ter o peso de saber que podia ter feito outra escolha.
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